O BOLETIM: A REVISTA DA BRUXA
Ano 1 - Nº 01 -  Janeiro 2001        Edita e Coordena: Isabel Aguirre
Índice de Boletins   Índice de REVISTAS DA BRUXA
Mundo

 

O   B O L E T I M :   A   R E V I S T A    D A   B R U X A
    << A Primeira REVISTAda BruXa Moderna >>

............................................................................

Ano 1 - Nº 01 -  Janeiro 2001        Edita e Coordena: Isabel Aguirre
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Este Boletim está sendo encaminhado para todos os (282)
Membros do MundoImaginário, Magazine Cá Estamos Nós (Portugal),
Amigos do Caracol, Membros do MI-Sonhos Projetos (21),
BruXas de EUA (467), Templo da Deusa (627), Hécate (227),
Abrawicca (606), Entre Mundos (75), Boletim Cult.
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

Colaboradores deste número: 
Aradia / Isabel Aguirre /
Georgiana Calimeris Heinzelmann / Pablo Saraiva / 
Pedro Luís Roseto /  Shannon / Sheen / Rodrigo Ramos Catole.

         <<<<<<<Apoio>>>>>>>
MundoImaginario-RedesTV  " http://www.redestv.net "
O teu Servidor Amigo!.  Hospede suas páginas em RedesTV.
...........................................................................

 Editorial:

Neste nº 1 do nosso Boletim: A Revista da BruXa,
trazemos um pouco mais de informação sobre o mundo das
pessoas que sentem a magia fluir. Falaremos sobre como
é possível se auto-iniciar; trataremos de informar sobre as
rotinas de bruXas e bruXos, assim como dos 
instrumentos de poder que utilizam, ademais de nossas
seções especiais!!!. ; )

Esperamos que este número possa ser do seu agrado!.

Isabel Aguirre

............................................................................

S U M Á R I O :

............................................................................

A - Seção: Artigos 
............................................................................
 

1. As Rotinas das BruXas do Nôvo Milênio
    por Isabel Aguirre (IsAbruXa)

2. Instrumentos de BruXas 
    por Sheen 

3. Auto-Iniciação (BruX@s Solitári@s)
    por Pablo Saraiva
 

............................................................................

B - Seção: A Cozinha da BruXa
............................................................................
 

 1. Salada de Legumes
    por SHANNON  *Vera R.*

 2. Fettuccine com pesto de tomates e pimentão vermelho
     por SHANNON  *Vera R.*

............................................................................

C - Seção: Mitos, Contos e Lendas
............................................................................
 

 1. A Mulher de Flores (Conto)
    por Georgiana Calimeris Heinzelmann 

............................................................................

D - Seção: O Estudo do Tarot
............................................................................

 1.    O Louco - Arcano Maior (Zero ou 22)
        por Sheen

............................................................................

E - Seção: Pedras/Rochas, Cristais e Amuletos Mágicos
............................................................................

 1. Cuidado e Limpeza de Pedras e Cristais
     por Aradia

............................................................................

F - Simbologia
............................................................................

 1. A Rosa
     por Angelita C. V. S.
Texto enviado para a Lista do MundoImaginario
http://www.egroups.com/group/mundoimaginario
............................................................................

G - Plantas Mágicas
............................................................................

 1. O Agrião
     por Pedro Luís Roseto

............................................................................

H - Os melhores Links

 1. O Sol: Luz e Consciência 
      por Haroldo José Barros *
*Texto enviado por Rodrigo Ramos Catole.

............................................................................
 
 

||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||

Permitimos a reprodução dos textos abaixo,
citando o AUTOR, as FONTES e URLs para uso sem fins lucrativos.
Qualquer outro uso, consulte com:
Isabel Aguirre -  is@bruxa.com
 

||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
 

 Conheça os Cursos do MI - Fairy Wicca
 http://www.fairywicca.com

 ***NOVO
      Curso introdutório de interpretação astrológica
      com Serjo Robert

                     Este será um curso eminentemente
                     prático.Nossa intenção não será a de formar
                     astrólogos, mas permitir ao leigo o
                     conhecimento essencial da leitura
                     astrológica que o possibilite interpretar
                     qualquer mapa astrológico, tirando suas
                     própria conclusões.

 Peça Informação:  http://www.fairywicca.com/ordform/contato.htm
 

 <<<<<<<<<<<<<<<<<INÍCIO>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
............................................................................

 A - Seção:  Artigos 
............................................................................
 

 1. As Rotinas das BruXas do Nôvo Milênio
     por Isabel Aguirre < is@bruxa.com >

Mesmo entrando num nôvo milênio (2001), podemos encontrar pessoas 
que se identificam a tal ponto com as antigas religiões (como a Bruxaria) 
que se intitulam "bruxos e bruxas"; embora existam pessoas que tremem 
só de ouvir essa palavra, pois o preconceito ainda anda solto, 
em pleno séc. XXI. 

A Bruxaria é uma arte, um dom que se adquire não por querer e sim por sentir.  As pessoas que sentem a magia no ar, são pessoas bem diferentes daquelas que adoram usufruir com o materialismo, o capitalismo, 
e outros "ismos" da vida!!!!... O verdadeiro significado da bruxaria foi sufocado, ocultado através dos tempos, mas a força da natureza de pessoas que hoje ressurgem intitulando-se "novos bruXos deste nôvo milênio", criam e adaptam antigos costumes, desenterram das memórias de nossos ancestrais antigas receitas... feitiços, rituais; e hoje, possuem uma "rotina de BruX@s", bem diferente das do século passado, porém com a mesma essência, intensidade e intencionalidade.

Nada mais despertar pela manhã, uma bruX@ agradece estar viva, faz o 'pentáculo vivo' ainda deitada na cama e ao levantar-se, respira o ar 
pela janela, fazendo reverência à chuva, à neve, ao sol, à nuvem, ao vento que lhe oferecem os elementais da natureza naquele dia que está nascendo. Pede que a sua magia lhe proteja durante todo o dia, até a noite chegar.

Um bom banho é um ritual mágico para uma bruX@.  A água do banho deve ser energizada, seja com ervas / sais de banho / poções mágicas / cristais / símbolos mágicos / com a energia do universo ou mesmo com a sua 
própria energia. Depois do banho, se abençoa cada parte do seu corpo 
com óleo, essência, perfumes... O cuidado no vestir, não se detém apenas no bom gosto, mas sim nas vibrações que emitem as cores da roupa escolhida, nos símbolos referentes ao dia&mês, no perfume usado, 
segundo a meta buscada pela bruX@.

Abraçar e beijar os seres queridos (toda a família: pais, irmãos, marido, filhos, suas mascotas, plantas...) é ótimo para já começar a ter um bom dia. O café da manhã deve ser preparado com amor e cuidado; é a primeira refeição do dia!. Escolher o que tomar relacionado com a cor 
do dia, pode ser uma rotina para ir hamonizando-se internamente e conseguir ter todo o equilíbrio do qual você necessita durante o novo dia que começa.

No caminho para o trabalho, observar e sentir a energia das pessoas, 
lugares, coisas que te rodeiam é um costume comum numa bruX@, 
neutralizando as más e absorvendo as boas energias. Escrever no seu 
livro das sombras (sua agenda particular) idéias, metas, feitiços, rituais, 
ervas, animais, fases da lua, seus sonhos... 

No trabalho, fazer sinais mágicos para evitar ter um dia ruim. 
Prevenir ameaças com palavras mágicas ou objetos de poder. 
Manter sempre o seu círculo mágico ativado!!!... 

À noitinha, descansar praticando seus dons e poderes observando a lua, 
pensando naqueles que você gostaria que se comunicassem com você 
(via telefone/e.mail/etc).  Praticando para ver com quantas pessoas você 
conseguiu se comunicar telepáticamente. ; )

Esse exemplo é somente uma idéia de como pode ser um 
dia normal de uma bruX@.

Isabel Aguirre 

++++++++++++++++++++++++++++++++
 

............................................................................

 A - Seção: Artigos 
............................................................................

  2. Instrumentos de BruXas 
      por Sheen < sheen@fairywicca.com >
 

As ferramentas são Instrumentos importantes e necessários na Arte, 
podem ser usados em Rituais Wicca ou em Rituais de Bruxaria, 
de acordo com a força e sabedoria do operador; a sua origem 
sabemos, está perdida no tempo. Esses instrumentos são importantes 
focos de concentração, podem alterar o estado da consciência, e por 
isso devem ser usados corretamente, com o propósito de fazer rituais, 
invocar deidades, tirar negatividade ou dirigir a energia através de 
nosso toque e intenção. Para praticar Wicca você pode pelo menos 
ter algumas dessas ferramentas: a varinha mágica, o áthame, um 
incensório, o caldeirão, a vassoura, uma bola de cristal, um pêndulo, 
um jogo de baralho de tarô, um cálice, um pentagrama, um livro das 
sombras, um sino, uma ou duas túnicas, um buril, velas, insensos 
variados, ervas, cristais, o altar...  O ideal é você fazer os seus próprios 
instrumentos mas também pode comprá-los em lugares especializados.
Cada instrumento simboliza uma energia que você deverá saber 
manipular. As pessoas que tem dificuldades em visualizar deve usar 
essas ferramentas porque elas enriquecem os rituais e facilitam 
canalizar as energias. Algumas pessoas dizem que devemos usar as 
ferramentas mágicas até acharmos que elas não nos tem mais utilidade, 
ou seja, enquanto nos sentirmos confortáveis com elas. 
Depois de adquirido cada um dos instrumentos, comece a 
familiarizar-se com eles, descobrindo suas energias e utilidades. 
É necessário que cada instrumento passe por um ritual de 
purificação antes de ser utilizado. 

++++++++++++++++++++++++++++++++

............................................................................

 A - Seção:  Artigos 
............................................................................

 3. Ritual de Auto-iniciação (BruX@s Solitári@s)
    por Pablo Saraiva < radio@imaginario.com >
 

Ritual de Auto-Iniciação ( para bruX@s solitári@s )

             Comece despindo toda sua roupa e prepare-se para seu banho 
ritualístico, previamente perfumado ou com ervas - simbolizando o elemento 
água - para purificar seu corpo e espírito de qualquer vibração negativa. 
Durante o banho, limpe sua mente de todos os pensamentos desagradáveis da vida moderna, e procure meditar, deixar a mente vazia até que se sinta 
completamente relaxado e limpo. Logo em seguida, saia do banho e trace um círculo mágico com mais ou menos um metro e meio de diâmetro, usando um giz, o dedo ou uma linha branca. Salpique um pouco de sal - que representa o elemento terra - sobre o círculo para consagrá-lo e diga:

          "Com o sal eu consagro e abençoo este círculo de poder, sob os 
nomes divinos da Deusa e do seu Consorte, o Deus Cornífero. 
Abençoado Seja!". Em frente ao círculo coloque duas velas brancas - que 
simbolizam o elemento Fogo (ao sul) - e coloque também um incensório de 
Olíbano com um incenso de Mirra ou de seu gosto pessoal (ao leste) - que 
simboliza o elemento Ar - mantendo-os diante de você. Ao Oeste coloque a 
taça com vinho ou água ou aquilo que você deseja trabalhar no ritual. Logo 
após dispor estes elementos, sente-se no meio do círculo procurando estar 
voltado para o Norte (coloque ali uma pepita de pirita ou pedra natural), 
lembrando que você deve estar só e despido de roupas. Caso não se sinta 
bem trabalhando sem roupa, procure usar uma veste cerimonial branca 
(uma bata ou roupão branco). As duas velas servirão para invocação do 
Deus e da Deusa assim como o incenso.

       Acenda o incenso que está à sua frente, e logo em seguida 
acenda uma das Velas brancas e diga: 

      "Eu te invoco e te chamo, oh Deusa Mãe, criadora da vida e da alma 
do Universo infinito. Pela chama da vela e pela força do incenso eu te invoco para abençoar este ritual e para garantir a minha admissão na companhia 
dos teus filhos amados. Oh bela Deusa da vida e do renascimento, que é 
conhecida como Cerridwen, Astarte, Atenas, Brigida, Diana, Isis, Melusine, 
Afrodite e por muitos mil outros nomes divinos, neste círculo consagrado à 
luz de velas. Eu me comprometo a te honrar, a te ouvir e a te amar 
escutando apenas sua voz interior que ecoará dentro de mim. Enquanto eu 
viver prometo respeitar e obedecer a tua lei de amor à todos os seres vivos. 
Prometo nunca revelar os segredos secretos da arte a qualquer homem ou 
mulher que eu sinta que não merecem escutar a tua voz. Oh Deusa! 
- rainha de todas as bruX@s - abro meu coração e minha alma para ti. 
Assim seja." 

Acenda a outra vela branca e diga: 

     "Eu te invoco e te chamo, oh grande Deus Cornífero dos pagãos, 
senhor das matas verdes e pai de todas as coisas selvagens e livres. 
Pela chama da vela e pela fumaça do incenso eu te invoco para abençoar 
este ritual. Oh Grande Deus Cornífero da vida, da morte e de tudo o que 
vem depois, que é conhecido como Cernunnos, Attis, Pã, Daghda, Fauno, 
Frey, Odin, Lupercus e por mil outros nomes; neste círculo consagrado à 
luz de velas, eu me comprometo a honrar e defender aos seres livres 
como tu, a amar o meu oposto e a  defender sua voz dentro de mim. 
Oh! Grande Deus Cornífero da paz e do amor, abro meu coração e 
minha alma para ti. Assim seja. " 
      Agora mantenha suas mãos abertas e voltadas para os Céus. 
Feche seus olhos, visualizando dois raios de luz brilhante 
(um dourado na sua mão direita e outro prateado na sua mão esquerda) 
descendo dos Céus, penetrando nas palmas das suas mãos. 
Uma sensação morna de formigamento se espalhará pelo seu corpo à 
medida que o poder do amor da Deusa e o Deus purificam sua alma. 
      Procure não se assustar caso você comece a ouvir uma voz (ou vozes) 
falando dentro da sua mente, como por telepatia. São a Mãe e o Pai 
dentro de você, revelando sua presença. Permaneça no círculo mágico até 
que as velas e o incenso terminem, assim encerra-se o ritual de 
Auto-iniciação. 
      Note que nem todos os Wiccans escutam ou percebem as verdadeiras 
palavras ditas pelas deidades e, neste caso, podem estar susceptíveis a 
sentir a presença divina do amor da Deusa. Podemos salientar que é muito 
comum que as deidades pagãs falem com o bruxo auto-iniciado, 
especialmente se você for sensitivo. 

+++++++++++++++++++++++++++++++++
 

............................................................................

 B - Seção: A Cozinha da BruXa
............................................................................

 1. Salada de Legumes
     por SHANNON  *Vera R.*

 2. Fettuccine com pesto de tomates secos e 
pimentão vermelho
    por SHANNON  *Vera R.*

............................................................................

 ----- Original Message -----
From: "Shannon" < shannon@bruxa.com >
 

  1. Salada de Legumes

Ingredientes: 250 g de azeitonas pretas com caroço, 500 g de coração 
de alcachofra em conserva, 200 g de queijo duro italiano cortado em 
cubinhos, 3 tomates médios cortados em  pedaços, 3 colheres de 
sopa de azeite de oliva, 1 1/2 colheres de chá de suco de limão, 
2 colheres de chá de folhas de manjericão picadas, 1/2 colher de chá 
de sal, 1/2 colher de chá de pimenta do reino, 1 pitada de assa-fétida 
ou de hortelã fresca.

Modo de Fazer: Coloque todos os ingredientes numa travessa, 
remova e leve à geladeira por uma hora antes de servir.

................................................

  2. Fettuccine com pesto de tomates e pimentão vermelho

Ingredientes: 3 pimentões vermelhos médios sem pele e sementes, 
12 tomates, 1 ou dois dentes de alho, 6 colheres (sopa) 
de caldo de frango desengordurado, 3 colheres (sopa) de pinoli 
(pinhõezinhos), 1 1/2 colher (sopa) de manjericão picado, 
1 cebola, 2 ramos de hortelã fresca, cebolinha fina,
1 1/2 colher (sopa) de salsa picada, 1 1/2 colher (sopa) de suco 
de limão, 5 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado, 500 g de 
fettuccine.

Modo de Fazer: Cozinhe o macarrão até ficar al dente. 
Enquanto isso, prepare o molho: coloque todos os ingredientes na 
jarra do liquidificador e triture, usando a tecla pulsar. Com uma 
espátula, limpe a lateral da jarra e continue a triturar até obter um 
molho espesso e homogêneo (se ficar muito denso, acrescente um 
pouco da água de cozimento do macarrão). Leve o molho ao fogo
lento e cozinhe. Tire o macarrão do fogo, escorra, coloque num 
prato de servir, cubra com o molho e leve à mesa. Polvilhe com o 
queijo parmesão.
 

............................................................................

 C - Seção: Mitos, Contos e Lendas

............................................................................

  1. A Mulher de Flores
      por Georgiana Calimeris Heinzelmann 

............................................................................

 ----- Original Message -----
 From: "Georgiana Calimeris Heinzelmann" 
< calimeris@bruxa.com >

A Mulher de Flores
por Georgiana Calimeris Heinzelmann

                        Quando as flores caem, na primavera, ela nasce. 
As flores moldam seu rosto delicadamente e seu corpo se faz das 
folhas, galhos e flores. Seus cabelos são feitos dos fios de grama e 
trigo. Ela traz beleza e pureza dentro de si para dar suporte e vida e 
alimenta a floresta e seus seres com sua energia e carinho. Quando 
o verão chega e a mulher se nutre do calor e das chuvas. Então, o 
outono vem e juntamente com as árvores suas folhas e flores se desfazem 
e seu espírito volta à terra para esperar uma nova primavera. No inverno, 
ela descansa para ter forças, para se recriar e trabalhar ao som mágico das 
plantas que crescem. Assim, ela sente a vida fluir e refluir dentro dela e 
sente prazer em todos os momentos. Seu espírito dança quando sente a 
vida pulsar e celebra junto com a lua. E, no seu processo de ir-se com as 
folhas outonais, ela celebra com gritos alegres e juvenis a volta para casa.
                        Eu a vi, outro dia, quando varriam as folhas do parque.
                        Todos os anos, ela faz seu trabalho e sua alegria transborda 
nos seus protegidos. Ela só é vulnerável e fraca na hora mágica em que a 
Deusa lhe dá um sopro de vida. E foi nesse instante mágico que seus olhos 
pousaram em um homem nu, dormindo entre as folhagens. Ela o olhou se 
sentiu curiosidade e a magia de sua criação ainda se fazia e ela o tocou para 
saber se aquela estranha criatura tinha vida. Ele abriu os olhos e ela se 
afastou assustada. Ele estava ferido. Ao ver suas feridas, ela o tomou em seu 
braços e cuidou dele e mostrou a ele seu mundo com as cores vibrantes e 
suaves que emanavam dela. Ela repartiu a vida que dava vida com ele e com 
seus sempre amados filhos. A mulher vestiu o homem com as folhas e flores 
que caíam das árvores. Ela o alimentou e o agraciou com os sons das plantas 
que cresciam. Eles dormiam soba s estrelas e ouviam os sons de alegria do 
entardecer. O homem aprendeu a ouvir a música da chuva... 
E a mulher aprendia com ele sobre as coisas da vida além das florestas e jardins.
                        Então, veio o outono e as folhas e flores caíram do corpo do 
homem e a mulher se desfazia e o corpo dela voltou para a terra. 
Ele deitou-se no chão enquanto o espírito dela voltava para o lar. Ao se desfazer, 
ela conheceu o medo e a dor e chorou o orvalho primaveril e ele a acariciava no 
chão. Suas formas ficaram ali e o homem voltou para seu mundo. 
Aquele inverno teve sabor de primavera. O homem encontrou uma flor suave e 
única em sua solidão, no meio da neve. O príncipe se ajoelhou e a cheirou, 
colocando aquela flor perto de seu coração. Onde a encontraria? Mas, ele teve
 que seguir para uma batalha e ela sentiu o toque das mãos do homem. 
Seus espírito estava espalhado por toda a terra, agora. A mulher ouviu as 
batalhas e sentiu o sangue gotejando nas entranhas da terra e ela, aflita, 
corria para alcançá-lo e pedir para que parasse...
                        O homem sentiu o coração pesada e uma brisa primaveril 
penetrou sua alma. De alguma forma misteriosa, ela estava ao seu lado. 
A batalha acabou e ele venceu. Voltou para seu reino com herói e um 
sentimento de vazio cravado na alma. Naquele ano, a primavera chegou 
triste... Ela passeava pelos campos e conheceu a morte despropositada 
dos campos de batalha. Não teve forças para doar a vida como sempre. 
A mulher conheceu a ira. Mas, seu coração, estava imbuído de pureza e 
surgiu a primavera, nem tanto resplandecente, devido a dor no
coração da mulher.
                        Ele olhava os campos além de seu reino e sentiu saudade 
de algo... Sentiu uma perda forte e viu sangue de prata se esvaindo. 
Ele não sabia mais ouvir as plantas crescerem. Esquecia-se da magia que 
ela havia lhe presenteado... O verão chegou morno e sem vida. O outono 
tinha um ar sombrio e o inverno cheirava à morte. Os homens sentiram o 
efeito do inverno seguro. E, de novo, a primavera resplandeceu em ouro. 
Assim que ela viu seu lar limpo comemorou e sentiu prazer em ouvir as 
árvores crescerem e deixou cores radiantes por onde passou. Ela viu um 
caminho que não conhecia e ouviu as plantas e deu um pouco de sua vida. 
Ela não ouvia os animais. Por isso, ela não viu o cavalo negro com o 
cavaleiro de prata. O cavalo se assustou e derrubou o cavaleiro. Ela ouviu 
o pulsar das veias. O animal se acalmou. O cavaleiro estava ferido e a 
mulher retirou o elmo. Ela sentiu um aperto na alma. Pegou a espada, que 
pesou em suas mãos e a largou quando viu um leve pulsar róseo no coração 
do homem e correu. Outro homem se aproximou e viu um emarfanhado de 
folhas e flores correr.
                        Uma tempestade se formou e os homens estranharam o 
mau tempo. Seu coração entendeu que ela estivera perto dele. Ele olhava a 
tempestade que se aproximava. Sua mãe se aproximou e o olhou 
carinhosamente. Sabia da melancolia do filho, mas, ele precisava se casar...
                        - Filho...
                        - Eu sei.
                        Suspirou. Como a veria de novo? Ela estava sentada e 
chorava orvalho. O que era aquilo? O orvalho saía de seu corpo. Nem mesmo 
a chuva ajudou... Por que estava assim? E a luz rósea? Ela não reparou na 
criatura que se aproximou, uma espécie de fauno meio homem.
                        - O que você tem?
                        Ela nem reparou na presença de outro ser, que não estava 
só, mas, ela não sabia falar. Suspirou. Ele viu o orvalho.
                        - Então, é você que está causando esta confusão?
                        Que confusão?
                        - Você é esquisitinha... Bem, vou tentar ajudá-la. Os outros 
estão malucos. Você deve ser muito amada...
                        Amada!? O que é isso? Ele viu o coração dela e 
soltou uma gargalhada.
                        - Você está amando! E quem é ele? 
Algum ser do ar? Fogo? Água?
                        Ele ouviu um barulho. Era o homem. Ela quis ir até ele.
                        - Um humano? Essa não. E você é a alma da 
floresta e dos campos... Ele está...
                        O fauno se assustou e se escondeu entre os arbustos.
                        - Ela já viu, não é? Pela Deusa... Vocês não podem... 
É impossível. Além do que, você é mudinha...
                        O homem a encontrou. O fauno se foi.
                        - Por que você quis me matar?
                        Ela mostrou o rastro de morte.
                        - Justo. Olha, eu preciso me casar e eu gostaria de que você...
                        Ela entendeu porque lia o coração dele. 
Ela não podia. Não tinha carne.
                        - Eu posso ir para seu mundo e você não pode vir para o meu?
                        O desespero tomava conta dele. Ela tocou o coração dele e 
retirou uma flor e a entregou para ele. Ele passou a mão pelo rosto dela. 
Ele suspirou e ela não entendia.
                        - Você nem mesmo fala...
                        Ele se sentou em uma pedra. 
Ela encarou seus olhos sem enteder. 
Então, ele reparou na flor: a mesma flor solitária do inverno, azul pálido, 
quase branca... Seus corações estavam ligados. Ela a puxou para si num 
gesto de desespero. Todas as criaturas mágicas observavam. 
Mesmo que ela não soubesse, aqueles seres a conheciam e a amava. 
O fauno observava apreensivo. Afinal, ele tinha espalhado as boas novas... 
Ela não reparou e nem poderia saber que vários pares de olhos 
estavam atentos, prestava atenção aos sons mágicos 
das batidas do coração dele. O que era aquilo? 
Ela olhou para ele e o tocou. 
Ele sentiu uma descarga energética, voou e caiu desmaiado. 
A mulher correu para ele. 
Os seres olhavam e pode se ouvir uns oohs e ahs na noite. 
O orvalho dela caía em seu rosto e uma gota caiu em sua boca. 
Ele acordou. Um suspiro de alívio percorreu aquele canto da floresta. 
Ele a tocou. Se ele, ao menos, pudesse levá-la com ele... 
Ela ainda ouvia o pulsar das veias dele. Ela quis tocar de novo. 
Ele segurou os frágeis dedos dela. E riu.
                        - Está bem. Acho que você não vai me matar...
                        Ela tocou e penetrou seu coração e uma gota de sangue veio 
em seus dedos e o sangue prateado dela se misturou com o sangue do homem. 
Aquele sangue a transformou. A mágica se fez e ela tinha carne. 
Ouvia todos os sons que não conhecia: a água que corria, os sons das corujas, 
o vento que balançava as árvores. Ela sorriu e o tocou...
                        - Não adianta...
                        Ela ouviu o som triste da voz dele. Era uma voz suave e forte, 
um som que ela pensou que não existisse. A mulher o beijou com graça. 
Ele viu, surpreso, uma mulher, a mais bela de todas.
                        - Você...
                        Ela riu. 
O homem a levou para seu reino e se casaram na floresta, 
onde o coração dela estava. E, na noite enluarada, ela concebeu. 
Era verão e deu à luz a uma menina na primavera seguinte. 
O seu coração se entristeceu ao ohar tão poucas flores... 
Ela amava o homem e seu mundo, mas, seu coração pertencia às florestas, 
bosques e jardins. O homem via com pesar os extensos olhares 
que ela lançava pela janela. Ele estava desolado e triste. 
Sua mãe apareceu.
                        - Deixe-a ir. Ela não pertence a este lugar. Eu também a amo. 
Ela é diferente de nós. Não me encare assim... 
É a maior demonstração de amor que você pode dar: o direito de ser livre.
                        Ela estava na janela, suspirando, com a criança no colo. 
                        Ela a abraçou.
                        - Vai, você é livre.
                        - Na próxima primavera quando a criança estiver 
                        mais independente.
                        Ele a abraçou com força.
                        - Eu nasci para isso... Meu coração vai estar sempre com você.
                        O tempo passou rápido e mais uma primavera chegou. 
                        Ela se despediu da filha e deu um beijo suave no homem.
                        - Obrigada por me ensinar sobre o amor e os sentimentos.
                        Deu uma flor azul pálida para ele. Virou-se. Entrou na floresta. 
Foi uma primavera como há muito não se via: perfumada, alegre e colorida. 
Toda primavera, ela aparece para ver a filha e dar-lhe presentes espirituais 
para que ela não se esqueça de sua origem mágica. 
E em todo inverno, ele encontrava uma flor solitária azul pálida, quase branca,
sinal de esperança de que, um dia, estaria juntos novamente. 
A mulher o observava e ele sentia seu cheiro, o espírito presente... 
Um dia, no inverno, a menina perguntou sobe a mãe. 
Ele a colocou no colo e contou a estória sobre A Mulher de Flores. 
Por ora, o homem se encontra ao lado dela.
Eles são um só,
em Espírito.
 

++++++++++++++++++++++++++++++++++
 

............................................................................

 D - Seção: O Estudo do Tarot

............................................................................

 1.    O Louco - Arcano Maior (Zero ou 22)
        por Sheen

O Louco: 
(arcano 0 ou 22)

É o arcano sem número, simboliza que ele é livre e não se 
prende a nada.

Ele é olha para o infinito e carrega uma trouxinha, 
como quem não vê a importância nas dificuldades cotidianas, 
simbolizando que a vida vai além do que conhecemos, que 
a gente pode encontrar a felicidade em outro lugar, longe de 
onde a estamos procurando, ou talvez esteja ao nosso lado 
e não conseguimos enxergar.

Ele também nos remete à insegurança, indiferença, 
irresponsabilidade.. enfim.. é, um arcano  que faz as coisas 
sem pensar e está "pouco se lixando" para as consequências. 

Invertida ela pode simbolizar que houve (ou haverá) um 
motivo pra que a pessoa não consiga continuar a seguir o
seu caminho, tendo que mudar de percurso.

Em relação às outras cartas, ele somente se associa no 
plano abstrato, nunca no material.

 +++++++++++++++++++++++++++++++++
 

............................................................................

E - Seção: Pedras/Rochas, Cristais e Amuletos Mágicos
 ...........................................................................

1.  Cuidado e Limpeza de Pedras e Cristais
     por Aradia
 

Como qualquer outra coisa, cristais e pedras gostam de ser 
tratados de maneira respeitosa e amorosa. Eles apreciam estar 
com um aspecto claro que lhes permita refletir sua luz e irradiar 
sua beleza.

Limpeza:

1. Ponha água limpa num recipiente.
2. Dissolva, até a saturação, sal escuro.
3. Dissolva bicarbonato de sódio e vinagre natural. Mexer bem.
4. Coloque o cristal de modo que a água o cubra totalmente. 
Em 15 minutos ele já estará limpo.
5. Dependendo do tipo de energia que se queira utilizar: deixar 
no sal pelo menos 2 dias (ou na Lua). Também, pode-se 
carregá-lo numa rede de cristais pré-programados 
(Estrela de David).

Ativar: (Significa fazer a energia circular e ser disponível). 
Colocá-lo na terra, expô-lo à tempestades, ao Sol e Lua.

Programação: Existem várias formas de programar. 
Recomendação (resumo):

1. Saiba, com a maior clareza possível, 
o que você quer programar no cristal.
2. Escolha um cristal que, por sua natureza, já possua 
qualidades que facilitem aquela programação.
3. Limpe, carregue e ative o cristal.
4. Escreva, num papel branco, uma frase que sintetize 
a programação.
5. Se for possível, crie uma visualização que expresse a 
programação.
6. Encerre-se num quarto silencioso, ou retire-se para um 
lugar quieto e memorize a frase escolhida.
7. Sente-se confortavelmente, relaxe, busque o seu centro.
8. Segure o cristal com a mão esquerda entre os dedos 
polegar e o indicador (este sobre a ponta).
9. Encoste o cristal na área do sexto chakra.
10. Visualize: 
você entra no cristal pela ponta e imagina-se numa câmara 
de paredes de cristais, sentando-se em frente a uma parede.
11. Visualize: 
dentro do cristal você segura na mão direita um cristal igual 
ao que está programado. Com ele você escreverá, letra 
por letra, a frase da programação na parede.
12. Releia-o, reforce com algo parecido com um raio de luz. 
Releia.
13. Visualiza a imagem do item 5.
14. Agradeça e saia pela porta.
15. Guarde o cristal e o papel onde está escrita a frase, 
numa bolsa de veludo negro.
16. Sempre que possível, reforce a programação.
17. Se for possível, carregue o cristal o mais perto do seu corpo. 
18. Importante: não programe frases no tempo negativo, 
faça-o sempre no gerúndio (... "está recebendo", por exemplo).
19. Depois da programação, não permita que outras pessoas 
toquem ou vejam o cristal.
Para transportar seus cristais com segurança, colocar em saquinhos 
individuais, de cetim, veludo ou couro, de preferência na cor preta.

 Aradia

++++++++++++++++++++++++++++++++++
 
 

............................................................................

 F- Simbologia

............................................................................

 1. A Rosa
     por Angelita V.C.S.
     enviado para a Lista do MundoImaginario.
 

Olah lista! Olah Isabel!
Bom, como prometido estou escrevendo para postar alguma coisa 
sobre Rosas. Na verdade eh um resumo sobre alguns conhecimentos 
que venho acumulando sobre essa flor. Eu me interesso muito pela 
origem das coisas... Difícil isso hein? Dificil, porque onde esta a 
origem das coisas? Eu vejo muita gente defendendo idéias, verdades, 
pensamentos sem nem ao menos se perguntar de onde vieram 
tais coisas, simplesmente reproduzindo a reprodução da reprodução... 
Por essa razão, quando eu me ocupo de alguma coisa eu procuro 
conhecer a origem daquela coisa, faço isso com tudo o que me envolvo. 
Por exemplo: se me interesso por uma determinada comida vou atrás 
de sua origem, sua história, seu significado... um perfume, um tecido, 
uma música, uma cidade, uma área científica... enfim qualquer coisa!

Bom, e como eu faço isso? A gente sempre tem que começar de 
algum lugar. Eu começo pela história! Considero a História uma fonte 
maravilhosa para conhecer as coisas. Além da história eu costumo me 
debruçar sobre o significado Mitológico daquela coisa, eh, me ocupo 
de como aquela determinada coisa aparece nas religiões, nas lendas, 
nos romances, nos contos de fadas, nos Mitos, nas tradições orais, 
nas obras de Arte... me ocupo em procurar a representação daquilo 
que me interessa em toda produção humana, oficial ou alternativa, 
artística ou científica, sagrada ou profana. 
Eh um método que adoto para estudar tudo o que me interessa, 
e o desenvolvi a partir do contato com uma pessoa muito especial 
que me iniciou quando eu ainda era adolescente, e que me ensinou 
muito sobre o significado simbólico das coisas, revelado através 
da história. No mais, minha escolha profissional me impulsiona a 
tentar desvendar o significado simbólico das coisas e da nossa 
experiência com essas mesmas coisas. Ao analisar imagens mitológicas 
eu me guio pelo fato de que essas imagens são expressões poéticas
de sentimentos humanos e da experimentação do mundo por meio 
dos sentidos.
Em função disso, eu não poderia deixar de falar da Rosa sem levar 
em consideração seu significado simbólico na cultura ocidental. 
Primeiramente eh fundamental ressaltar aqui o fato da Rosa estar 
associada ao orgão sexual feminino, isso se dá por diferentes razões, 
todas elas apontam para as características físicas da flor: O tom 
encarnado da Rosa vermelha, que eh a mais comum 
- eh interessante lembrarmos que o vermelho em nossa cultura eh, 
historicamente e simbolicamente, associado ao feminino em função 
da presença do sangue menstrual na mulher - a textura aveludada de 
suas pétalas, sua afinidade com as estações mais quentes e terra úmida, 
seu perfume peculiar doce e marcante, e finalmente pelo seu formato 
de pétalas que se fecham formando um núcleo secreto, escuro, úmido 
de néctar e perfumado, o que obviamente remete a uma analogia 
com o órgão sexual feminino. 
Por essa razão a Rosa sempre esteve associada a Deusas do amor 
e da fertilidade - o mesmo ocorre com a maçã por razões diversas 
- e em especial a figura de Vênus/Afrodite. Vênus/Afrodite era a Deusa 
protetora das Hetairas, essas mulheres formavam uma importante classe 
social na antiga Grécia, elas eram cultas, versadas em política, filosofia e 
artes, além de serem treinadas para usufruirem da sedução e do sexo 
livremente, eram mulheres escolhidas por sua beleza e talentos, que eram 
cultivados e lapidados constantemente.
Entre os conhecimentos dominados pelas Hetairas, estava a elaboração 
de perfumes, cosméticos, óleos, poções amorosas e afrodisíacos 
- nome derivado de Afrodite - que eram utilizados em suas atividades 
como "sacerdotisas" do amor. Esse tipo de sacerdócio feminino, 
as prostitutas sagradas ou equivalente, era muito comum na antiguidade, 
e as encontramos na Suméria, na India, no Egito e em muitos outros 
lugares. Essa forma de prostituiçao não se adequa ao sentido que hoje 
damos a palavra, em verdade elas eram educadas para serem "veículos" 
mortais da alegria e êxtase divinos da Deusa, e iniciavam os homens nos
mistérios do domínio das Deusas do Amor. O papel da prostituta sagrada 
era portanto, servir de veículo para o poder da Deusa - Esse eh o 
equivalente arquétipico do Rei, que serve de veículo terrestre para o poder 
da divindade solar - Deusa esta que pode tanto ser Bast ou Hator no Egito, 
Inanna na Suméria, Ishtar na Babilônia quanto Afrodite na Grécia e 
Vênus em Roma.
A prostituta sagrada também era vista como iniciadora de homens e 
inspiraçao para a virilidade masculina. Seria assim o papel da ânima ou 
imagem da alma, que liberta o homem fazendo com que ele descubra sua 
própria potência e sua capacidade de amar e ter prazer. Tornando-se a 
personificaçao do objeto divino de desejo e uma fonte de prazer, a 
prostituta sagrada servia como uma espécie de gerador de fôrça vital e 
criadora dos homens. Aqui vale ressaltar dois aspectos: o primeiro eh 
esse aspecto gerador e criador, associado a figura feminina que de certa 
forma está na raiz do uso místico da Rosa como símbolo espiritual da vida, 
da sabedoria e da criação. O segundo aspecto diz respeito a figura 
feminina como ânima, que está na raiz das figuras das princesas dos 
contos de fadas, da Branca de Neve, a Princesa Léia de Guerra nas Estrelas.
As Deusas do Amor são Deusas ligadas a vaidade, ao cuidado do próprio 
corpo, a exacerbação dos sentidos, em última instância, psicologicamente 
falando, essas Deusas falam de auto-estima e amor próprio, falam de amar 
a si mesmo antes de servir de veículo para a alegria e o êxtase divinos 
do outro. Eh por essa razão que as prostitutas sagradas se entregavam 
aos cuidados laboriosos do corpo, a manipulaçao de cosméticos e 
fragrâncias, ao exercício da arte e do conhecimento, ou seja, elas 
dedicavam grande parte de suas vidas a se tornarem pessoas mais 
belas e mais sábias.
Não eh a toa que as princesas dos contos de fadas são moças belas e 
prendadas, dotadas de encanto anormal, afinal de contas elas são 
personificaçao de uma parte essencial do poder feminino da Deusa. 
Em "A Bela e a Fera" a Rosa eh elemento de destaque 
- como também o eh a maçã em "Branca de Neve" - em ambas 
histórias as heroínas "resgatam" seus amados da inércia e da 
imobilidade de um mundo ordenado e triste. Em "Branca de Neve", 
o Príncipe luta contra uma terra inóspita e devastada pelo tempo, 
mergulhada no silêncio e na escuridão, e por amor se embrenha na 
floresta desconhecida lutando contra o Dragão para despertar 
a mais bela. Em "A Bela e a Fera", eh o Amor da mais bela que traz 
de volta o príncipe aprisionado no corpo monstruoso da Fera, 
enclausurada num castelo lúgubre e triste, que se enche de luz e 
melodia ao entrar em contato com a força transformadora da 
Bela no jardim de Rosas.
Essas diferentes representações do poder da Deusa encontradas 
em contos de fadas, e na história, falam do significado simbólico da 
Rosa para nós ocidentais. Vimos que a Rosa está indelevelmente 
associada a sexualidade feminina, e que esta possui um significado 
místico de canal para contato entre os homens e a divindade feminina. 
Da mesma forma, essa possibilidade de entrar em contato com o 
aspecto feminino da divindade eh presidido pelo amor a si mesmo 
que se expressa nos cuidados com o próprio corpo, o intelecto e 
a alma, fontes de atração e concretizaçao do desejo tão bem 
expressos pelas prostitutas sagradas.
Assim, a Rosa foi atravessando os séculos ocupando no nosso 
imaginário o lugar de símbolo da feminilidade e da paixão, do amor e 
do desejo latente ou explicitado nas meretrizes, e na associaçao da cor 
vermelha com o sexo e a prostituição. Até bem pouco tempo atrás, 
uns 50 anos + ou -, não era de bom tom uma senhora casada usar a 
cor vermelha... arranjos da cultura cristã que separou as mulheres 
em: "honestas" e "não honestas" em funçao de sua (não) vida sexual. 
De qualquer forma, extra-oficialmente lá esteve a Rosa por todos 
esses anos habitando nosso imaginário como símbolo máximo do 
poder feminino sexual e divino... pergunte a qualquer velha senhora 
do campo sobre o significado da Rosa, e ela lhe dirá sem pestanejar: 
"Se for vermelha Amor, se for branca Pudor - branco eh a cor da 
Virgem Mãe Cristã!!"; "Se você eh solteira e tirar num ramo de 
flores variadas uma Rosa vermelha, seu marido sera Inflamado, 
ardente e apaixonado!"... e por ai vai!!!
Ainda segundo certa versão da Mitologia Grega, quando a luz 
desfez o caos e os deuses passaram a governar o mundo, as 
divindades concederam à Terra suas graças, brotadas sob formas 
vegetais, recobrindo de florestas e jardins os vales e as montanhas, 
e depositando no fundo do mar variada flora. Cada Deus e cada Deusa
escolheu para sua proteção, de acordo com sua preferência, Árvores, 
Flores, Ervas e Frutos. Afrodite escolheu para si as flores e os frutos 
mais perfumados e de cores mais vivas, concedeu-lhes perfumes 
extasiantes e sabores adocicados. As plantas de Afrodite produzem 
secreção agradável ao paladar, são ricas em óleos vegetais e aromas 
intensos, porque eh do agrado da Deusa os prazeres da mesa e o 
preparo de cosméticos para o embelezamento do corpo. Durante 
séculos os povos do Mediterrâneo renderam honras a Deusa do 
Amor usando suas dádivas vegetais na culinária, na magia e 
na cosmética. Essa prática ritualística de associar a propriedade 
dos vegetais, os atributos dos Deuses, desapareceu nos primeiros 
séculos da Idade média, mas foram os monges medievais que 
ressucitaram a Arte do uso das flores, por exemplo, na culinária. 
Posteriormente as mulheres enclausuradas nos coventos 
aprimoraram as receitas de doces, geleias, cremes, petalas 
confeitadas e licores perfumados pela graça das flores, ervas e frutos 
das deidades pagas. Ao mesmo tempo, a Europa medieval sofria 
a influência dos invasores árabes na península ibérica, o que ajudou 
a difundir a utilizaçao da Rosa na culinária e na cosmética. Os Árabes 
são hábeis na utilização da Rosa, seja como óleo essencial ou 
aromatizador de doces. Essa Arte era, entre os Árabes, uma 
especialidade feminina, e assim como a dança do ventre, elaborada 
para seduzir e encantar os sentidos masculinos, celebrando a 
beleza do corpo feminino.
Hildegard von Bigen, a freira, música e filósofa alemã do século XII 
foi também uma grande herbalista, sua obra inclui inúmeras receitas 
de uso "mágico" e médico das plantas. Para Hildegard a Rosa possui 
a capacidade de equilibrar a energia dispersada e conturbada pela raiva, 
a irritaçao e os sentimentos belicosos. Entre suas receitas se encontra a 
de um pó feito de pétalas de rosas que deveria ser utilizado para acalmar 
e tranquilizar pessoas coléricas. Eh interessante lembrarmos que Afrodite, 
a regente da Rosa, foi a única mulher a acalmar a cólera de Áres - o Deus 
da guerra. Coincidencia ou não, a fórmula de Hildegard eh imbuída de 
significados mágicos pagãos. Além disso, vale ressaltar o caráter 
"iluminador" da Rosa que vimos anteriormente representado pela ânima, 
capaz de levar os homens a ter contato com o poder feminino da Deusa.
Esse breve histórico sobre as relações simbólicas e históricas da Rosa 
com a sexualidade e as divindades femininas pode nos ajudar a entender 
melhor o significado da Rosa em nosso imaginário. De certa forma eh 
esse significado arquétipico que possibilita que a Rosa possa servir de 
veículo para o desejo e o sentimento amoroso, seja por meio de poções, 
doces ou outras formas de manipulação de sua energia, real ou simbólica. 
Sendo assim, a Rosa eh um ingrediente fundamental quando queremos 
manipular a energia do amor e do sexo, a partir do trabalho com nossa 
auto-estima, que pode ser feito, por meio da invocação do poder 
feminino das Deusas do Amor.
Eh isso! Saudaçoes,
Angelita.

++++++++++++++++++++++++++++++++++
 

............................................................................

 G - Plantas Mágicas
............................................................................
 

1. O poder do agrião.
     por Pedro Luís Roseto

Proveniente da Europa, o agrião cresce em córregos ou qualquer lugar úmido. Tem propriedades medicinais indicadas para o tratamento de problemas respiratórios e anemias. Se ingerido cru, tem efeito tônico nos brônquios e nos pulmões, sendo útil também contra as infecções da boca e da garganta. Seu sumo combate doenças como tuberculose, escorbuto, pneumonia, raquitismo e bronquites, icterícia, desobstrui o fígado, ajuda a baixar as febres persistentes e a cicatrizar feridas, quando utilizado em cataplasmas. Uma de suas variedades brasileiras, o "agrião do Pará", é diurético e tem efeitos afrodisíacos e odontológicos. É uma ótima sugestão 
para as suas saladas. 

............................................................................

 H - Os Links do Fogo Mágico

............................................................................
 

Fonte: http://www.terra.com.br/portodoceu/

  1. O Sol: Luz e Consciência 
      por Haroldo José Barros * 
"Só descobri o potencial de minha luz interna quando passei a iluminar 
os meus irmãos." - Roque Schneider -

*Texto enviado por Rodrigo Ramos Catole.

O conceito astrológico de "planeta" está diretamente relacionado com 
a alma humana, sendo representativo do universo emocional do 
Homem. Assim, cada um dos planetas corresponde, em Astrologia, 
a um plano (a palavra planeta, ao pé da letra, significa 
"pequeno plano") da alma, sede das nossas emoções. Importante 
ressaltar, ainda, a origem da palavra alma, do latim anima, indicando 
movimento. Daí o fato de a alma ser relacionada aos planetas: são 
eles os elementos do céu que apresentam constante movimento, em 
contraponto às constelações que, praticamente, são imutáveis. 

Nesse sentido astrológico, os luminares - o Sol e a Lua 
- são também planos da alma e, conseqüentemente, planetas. 

O Sol, astro-rei de nosso sistema estelar, luzeiro central ao redor do 
qual gravitam os demais planetas, representa a parcela da alma mais 
brilhante e exuberante, iluminada e centralizadora. Podemos 
analisá-lo sob os aspectos simbólico, arquetípico e mítico. 

Simbolicamente, o Sol representa o princípio vital, a fonte e origem 
de toda a vida. Não é à toa que muitas das antigas civilizações viam 
nele a representação máxima da divindade e o disco solar era muitas 
vezes chamado de "o olho do Deus". 

Do ponto de vista arquetípico, podemos considerá-lo representativo 
da figura masculina, yang, paterna. O líder luminoso e 
arregimentador. O lado ativo da alma, segundo os antigos magos 
alquimistas, em oposição à Lua, que representaria o princípio 
feminino, passivo. 

Mitologicamente, o Sol é associado ao deus Apolo que, na mitografia 
greco-latina era a divindade encarregada de espalhar a Luz pelo 
Universo, ofício que recebeu das mãos de seu pai Zeus. Apolo era o 
deus da purificação (katharsios) e da cura (akesios), tinha a face 
radiante e atitude e andar sedutores. Era o revelador, através dos 
oráculos, da vontade dos deuses. 

Astrologicamente, o Sol representa o brilho da nossa iluminação e 
mais até do que isso, a presença luminosa da Suprema Consciência 
dentro de nossa própria consciência; mas também a nossa 
capacidade de cura e de alegria, o ponto nobre de onde se 
extrai a luz. O caminho do Sol através dos doze signos do Zodíaco 
representa o ciclo completo de iluminação dessa consciência, cada 
signo sendo um estágio de uma grande viagem, fertilíssima em 
conteúdos simbólicos. Nas casas, o Sol indica o setor da vida onde 
devemos centralizar e brilhar, iluminar e curar, a prática que nos 
torna radiantes. Nos signos, sinaliza o Meio através do qual 
podemos compreender a Luz e, mais importante do que isso, 
compreender a maneira pela qual podemos nos iluminar e iluminar 
aos nossos irmãos, espalhando essa Luz pelo Universo e 
resgatando, com alegria, os nossos mais valiosos Tesouros. 

* Haroldo José Barros é astrólogo profissional em 
Pernambuco e diretor da Academia Pallas Athenas de 
Ciências Cosmológicas. 

............................................................................

 .-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.
 C O M P R A S
 .-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.

 1. RedesTV
     Hospede seu domínio com a gente!.
     Consulte nossos preços.
  http://www.redestv.com

 2. Marion
     "Cestas, um presente que ninguém esquece"

     cafemarion@uol.com.br
  http://cafemarion.cjb.net

 3. Gnomos da Sorte
    Cinco Elementos
   "A simplicidade de trazer seres da Natureza em forma de Arte"
  http://www.geocities.com/c_elementos
 
 
 
 
 


O   B O L E T I M :   A   R E V I S T A    D A   B R U X A

 é uma publicação gratuita sobre Wicca, Fairy Wicca, 
 Paganismo, BruXaria e demais religiões que explicam 
  o que é MAGIA.

Nossos colaboradores são Membros da Lista do MI 
 ( Comunidade Virtual do Imaginário: MundoImaginario 
 - http://groups.yahoo.com/group/mundoimaginario )
 e essa colaboração é sem ânimo de lucro. 

 O Boletim: A Revista da BruXa, sua editora-chefe e 
 coordenadora Isabel Aguirre, não subscreve nem é 
 responsável das opiniões ou informações publicadas
 pelos seus colaboradores neste boletim, nem do uso 
 que os seus leitores possam fazer das matérias nele contidas,
 assim como das conseqüências que possam 
 derivar desse uso indevido.

 (c) 2000 - 20001 O BOLETIM: A REVISTA DA BRUXA
 .......................................................................
 

 ATENÇÃO>  Para ENTRAR OU SAIR 
 do Boletim: A Revista da BruXa
 entre aqui:  http://revista.bruxa.com/boletim_bruxa.

Imaginário
SIMBOLOGIA
RedesTV
(site)
COMPRAS

 

Seres Mágicos
(site)
CONTO
Cursos do MI
SIMBOLOGIA
PEDRAS E CRISTAIS
LINKS
LEIA TAROT AO VIVO COM A BRUXA
 (site seguro - pulse novamente para entrar)
Gnomos da sorte
Cestas de presente
Fairy Wicca
(site)

 

RITUAL DE AUTO-INICIAÇÃO
PLANTAS MÁGICAS
REDESTV
SUMÁRIO
TAROT: 
O LOUCO
SeresMágicos
(curso de Fadas)
Aguarde a página descarregar
INSTRUMENTOS DE BRUXAS
SIMBOLOGIA: 
A ROSA
COMPRAS
ROTINAS DE BRUXAS
ENTRAR ou SAIR do BOLETIM: A REVISTA DA BRUXA
PEDRAS E CRISTAIS
A COZINHA
DA
BRUXA
TAROT
SUMÁRIO
LEIA TAROT AO VIVO COM A BRUXA
 (site seguro - pulse novamente para entrar)
RECEBA GRATIS O BOLETIM: A REVISTA DA BRUXA

PARA ENTRAR ou SAIR da Lista do BOLETIM: A REVISTA DA BRUXA

SUMÁRIO
PEDRAS E CRISTAIS
A COZINHA
DA
BRUXA
RITUAL DE AUTO-INICIAÇÃO
ARTIGOS
EDITORIAL
©1996 - 2000 MundoImaginario-RedesTV.  Todos os Direitos Reservado

Visitantes recebidos:


Desde 31.01.2001