O
B O L E T I M : A R E V I S T A
D A B R U X A
<< A Primeira REVISTAda
BruXa
Moderna >>
............................................................................
Ano 1 - Nº
01 - Janeiro 2001 Edita
e Coordena: Isabel Aguirre
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Este Boletim
está sendo encaminhado para todos os (282)
Membros do MundoImaginário,
Magazine Cá Estamos Nós (Portugal),
Amigos do Caracol,
Membros do MI-Sonhos Projetos (21),
BruXas de EUA
(467), Templo da Deusa (627), Hécate (227),
Abrawicca (606),
Entre Mundos (75), Boletim Cult.
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::
Colaboradores
deste número:
Aradia / Isabel
Aguirre /
Georgiana Calimeris
Heinzelmann / Pablo Saraiva /
Pedro Luís
Roseto / Shannon / Sheen / Rodrigo Ramos Catole.
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O teu Servidor
Amigo!. Hospede suas páginas em RedesTV.
...........................................................................
Editorial:
Neste nº
1 do nosso Boletim: A Revista da BruXa,
trazemos um
pouco mais de informação sobre o mundo das
pessoas que
sentem a magia fluir. Falaremos sobre como
é possível
se auto-iniciar; trataremos de informar sobre as
rotinas de bruXas
e bruXos, assim como dos
instrumentos
de poder que utilizam, ademais de nossas
seções
especiais!!!. ; )
Esperamos que
este número possa ser do seu agrado!.
Isabel Aguirre
............................................................................
S U M Á
R I O :
............................................................................
A - Seção:
Artigos
............................................................................
1. As Rotinas
das BruXas do Nôvo Milênio
por Isabel Aguirre (IsAbruXa)
2. Instrumentos
de BruXas
por Sheen
3. Auto-Iniciação
(BruX@s Solitári@s)
por Pablo Saraiva
............................................................................
B - Seção:
A Cozinha da BruXa
............................................................................
1. Salada
de Legumes
por SHANNON *Vera R.*
2. Fettuccine
com pesto de tomates e pimentão vermelho
por SHANNON *Vera R.*
............................................................................
C - Seção:
Mitos, Contos e Lendas
............................................................................
1. A Mulher
de Flores (Conto)
por Georgiana Calimeris Heinzelmann
............................................................................
D -
Seção: O Estudo do Tarot
............................................................................
1.
O Louco - Arcano Maior (Zero ou 22)
por Sheen
............................................................................
E -
Seção: Pedras/Rochas, Cristais e Amuletos Mágicos
............................................................................
1.
Cuidado e Limpeza de Pedras e Cristais
por Aradia
............................................................................
F -
Simbologia
............................................................................
1.
A Rosa
por Angelita C. V. S.
Texto
enviado para a Lista do MundoImaginario
http://www.egroups.com/group/mundoimaginario
............................................................................
G -
Plantas Mágicas
............................................................................
1.
O Agrião
por Pedro Luís Roseto
............................................................................
H -
Os melhores Links
1.
O Sol: Luz e Consciência
por Haroldo José Barros *
*Texto
enviado por Rodrigo Ramos Catole.
............................................................................
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Permitimos
a reprodução dos textos abaixo,
citando
o AUTOR, as FONTES e URLs para uso sem fins lucrativos.
Qualquer
outro uso, consulte com:
Isabel
Aguirre - is@bruxa.com
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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os Cursos do MI - Fairy Wicca
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***NOVO
Curso introdutório de interpretação astrológica
com Serjo Robert
Este será um curso eminentemente
prático.Nossa intenção não será a de
formar
astrólogos, mas permitir ao leigo o
conhecimento essencial da leitura
astrológica que o possibilite interpretar
qualquer mapa astrológico, tirando suas
própria conclusões.
Peça
Informação: http://www.fairywicca.com/ordform/contato.htm
<<<<<<<<<<<<<<<<<INÍCIO>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
............................................................................
A
- Seção: Artigos
............................................................................
1.
As Rotinas das BruXas do Nôvo Milênio
por Isabel Aguirre < is@bruxa.com >
Mesmo
entrando num nôvo milênio (2001), podemos encontrar pessoas
que
se identificam a tal ponto com as antigas religiões (como a Bruxaria)
que
se intitulam "bruxos e bruxas"; embora existam pessoas que tremem
só
de ouvir essa palavra, pois o preconceito ainda anda solto,
em
pleno séc. XXI.
A Bruxaria
é uma arte, um dom que se adquire não por querer e sim por
sentir. As pessoas que sentem a magia no ar, são pessoas bem
diferentes daquelas que adoram usufruir com o materialismo, o capitalismo,
e
outros "ismos" da vida!!!!... O verdadeiro significado da bruxaria foi
sufocado, ocultado através dos tempos, mas a força da natureza
de pessoas que hoje ressurgem intitulando-se "novos bruXos deste nôvo
milênio", criam e adaptam antigos costumes, desenterram das memórias
de nossos ancestrais antigas receitas... feitiços, rituais; e hoje,
possuem uma "rotina de BruX@s", bem diferente das do século passado,
porém com a mesma essência, intensidade e intencionalidade.
Nada
mais despertar pela manhã, uma bruX@ agradece estar viva, faz o
'pentáculo vivo' ainda deitada na cama e ao levantar-se, respira
o ar
pela
janela, fazendo reverência à chuva, à neve, ao sol,
à nuvem, ao vento que lhe oferecem os elementais da natureza naquele
dia que está nascendo. Pede que a sua magia lhe proteja durante
todo o dia, até a noite chegar.
Um
bom banho é um ritual mágico para uma bruX@. A água
do banho deve ser energizada, seja com ervas / sais de banho / poções
mágicas / cristais / símbolos mágicos / com a energia
do universo ou mesmo com a sua
própria
energia. Depois do banho, se abençoa cada parte do seu corpo
com
óleo, essência, perfumes... O cuidado no vestir, não
se detém apenas no bom gosto, mas sim nas vibrações
que emitem as cores da roupa escolhida, nos símbolos referentes
ao dia&mês, no perfume usado,
segundo
a meta buscada pela bruX@.
Abraçar
e beijar os seres queridos (toda a família: pais, irmãos,
marido, filhos, suas mascotas, plantas...) é ótimo para já
começar a ter um bom dia. O café da manhã deve ser
preparado com amor e cuidado; é a primeira refeição
do dia!. Escolher o que tomar relacionado com a cor
do
dia, pode ser uma rotina para ir hamonizando-se internamente e conseguir
ter todo o equilíbrio do qual você necessita durante o novo
dia que começa.
No
caminho para o trabalho, observar e sentir a energia das pessoas,
lugares,
coisas que te rodeiam é um costume comum numa bruX@,
neutralizando
as más e absorvendo as boas energias. Escrever no seu
livro
das sombras (sua agenda particular) idéias, metas, feitiços,
rituais,
ervas,
animais, fases da lua, seus sonhos...
No
trabalho, fazer sinais mágicos para evitar ter um dia ruim.
Prevenir
ameaças com palavras mágicas ou objetos de poder.
Manter
sempre o seu círculo mágico ativado!!!...
À
noitinha, descansar praticando seus dons e poderes observando a lua,
pensando
naqueles que você gostaria que se comunicassem com você
(via
telefone/e.mail/etc). Praticando para ver com quantas pessoas você
conseguiu
se comunicar telepáticamente. ; )
Esse
exemplo é somente uma idéia de como pode ser um
dia
normal de uma bruX@.
Isabel
Aguirre
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A
- Seção: Artigos
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2. Instrumentos de BruXas
por Sheen < sheen@fairywicca.com >
As
ferramentas são Instrumentos importantes e necessários na
Arte,
podem
ser usados em Rituais Wicca ou em Rituais de Bruxaria,
de
acordo com a força e sabedoria do operador; a sua origem
sabemos,
está perdida no tempo. Esses instrumentos são importantes
focos
de concentração, podem alterar o estado da consciência,
e por
isso
devem ser usados corretamente, com o propósito de fazer rituais,
invocar
deidades, tirar negatividade ou dirigir a energia através de
nosso
toque e intenção. Para praticar Wicca você pode pelo
menos
ter
algumas dessas ferramentas: a varinha mágica, o áthame, um
incensório,
o caldeirão, a vassoura, uma bola de cristal, um pêndulo,
um
jogo de baralho de tarô, um cálice, um pentagrama, um livro
das
sombras,
um sino, uma ou duas túnicas, um buril, velas, insensos
variados,
ervas, cristais, o altar... O ideal é você fazer os
seus próprios
instrumentos
mas também pode comprá-los em lugares especializados.
Cada
instrumento simboliza uma energia que você deverá saber
manipular.
As pessoas que tem dificuldades em visualizar deve usar
essas
ferramentas porque elas enriquecem os rituais e facilitam
canalizar
as energias. Algumas pessoas dizem que devemos usar as
ferramentas
mágicas até acharmos que elas não nos tem mais utilidade,
ou
seja, enquanto nos sentirmos confortáveis com elas.
Depois
de adquirido cada um dos instrumentos, comece a
familiarizar-se
com eles, descobrindo suas energias e utilidades.
É
necessário que cada instrumento passe por um ritual de
purificação
antes de ser utilizado.
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A
- Seção: Artigos
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3.
Ritual de Auto-iniciação (BruX@s Solitári@s)
por Pablo Saraiva < radio@imaginario.com >
Ritual
de Auto-Iniciação ( para bruX@s solitári@s )
Comece despindo toda sua roupa e prepare-se para seu banho
ritualístico,
previamente perfumado ou com ervas - simbolizando o elemento
água
- para purificar seu corpo e espírito de qualquer vibração
negativa.
Durante
o banho, limpe sua mente de todos os pensamentos desagradáveis da
vida moderna, e procure meditar, deixar a mente vazia até que se
sinta
completamente
relaxado e limpo. Logo em seguida, saia do banho e trace um círculo
mágico com mais ou menos um metro e meio de diâmetro, usando
um giz, o dedo ou uma linha branca. Salpique um pouco de sal - que representa
o elemento terra - sobre o círculo para consagrá-lo e diga:
"Com o sal eu consagro e abençoo este círculo de poder, sob
os
nomes
divinos da Deusa e do seu Consorte, o Deus Cornífero.
Abençoado
Seja!". Em frente ao círculo coloque duas velas brancas - que
simbolizam
o elemento Fogo (ao sul) - e coloque também um incensório
de
Olíbano
com um incenso de Mirra ou de seu gosto pessoal (ao leste) - que
simboliza
o elemento Ar - mantendo-os diante de você. Ao Oeste coloque a
taça
com vinho ou água ou aquilo que você deseja trabalhar no ritual.
Logo
após
dispor estes elementos, sente-se no meio do círculo procurando estar
voltado
para o Norte (coloque ali uma pepita de pirita ou pedra natural),
lembrando
que você deve estar só e despido de roupas. Caso não
se sinta
bem
trabalhando sem roupa, procure usar uma veste cerimonial branca
(uma
bata ou roupão branco). As duas velas servirão para invocação
do
Deus
e da Deusa assim como o incenso.
Acenda o incenso que está à sua frente, e logo em seguida
acenda
uma das Velas brancas e diga:
"Eu te invoco e te chamo, oh Deusa Mãe, criadora da vida e da alma
do
Universo infinito. Pela chama da vela e pela força do incenso eu
te invoco para abençoar este ritual e para garantir a minha admissão
na companhia
dos
teus filhos amados. Oh bela Deusa da vida e do renascimento, que é
conhecida
como Cerridwen, Astarte, Atenas, Brigida, Diana, Isis, Melusine,
Afrodite
e por muitos mil outros nomes divinos, neste círculo consagrado
à
luz
de velas. Eu me comprometo a te honrar, a te ouvir e a te amar
escutando
apenas sua voz interior que ecoará dentro de mim. Enquanto eu
viver
prometo respeitar e obedecer a tua lei de amor à todos os seres
vivos.
Prometo
nunca revelar os segredos secretos da arte a qualquer homem ou
mulher
que eu sinta que não merecem escutar a tua voz. Oh Deusa!
-
rainha de todas as bruX@s - abro meu coração e minha alma
para ti.
Assim
seja."
Acenda
a outra vela branca e diga:
"Eu te invoco e te chamo, oh grande Deus Cornífero dos pagãos,
senhor
das matas verdes e pai de todas as coisas selvagens e livres.
Pela
chama da vela e pela fumaça do incenso eu te invoco para abençoar
este
ritual. Oh Grande Deus Cornífero da vida, da morte e de tudo o que
vem
depois, que é conhecido como Cernunnos, Attis, Pã, Daghda,
Fauno,
Frey,
Odin, Lupercus e por mil outros nomes; neste círculo consagrado
à
luz
de velas, eu me comprometo a honrar e defender aos seres livres
como
tu, a amar o meu oposto e a defender sua voz dentro de mim.
Oh!
Grande Deus Cornífero da paz e do amor, abro meu coração
e
minha
alma para ti. Assim seja. "
Agora mantenha suas mãos abertas e voltadas para os Céus.
Feche
seus olhos, visualizando dois raios de luz brilhante
(um
dourado na sua mão direita e outro prateado na sua mão esquerda)
descendo
dos Céus, penetrando nas palmas das suas mãos.
Uma
sensação morna de formigamento se espalhará pelo seu
corpo à
medida
que o poder do amor da Deusa e o Deus purificam sua alma.
Procure não se assustar caso você comece a ouvir uma voz (ou
vozes)
falando
dentro da sua mente, como por telepatia. São a Mãe e o Pai
dentro
de você, revelando sua presença. Permaneça no círculo
mágico até
que
as velas e o incenso terminem, assim encerra-se o ritual de
Auto-iniciação.
Note que nem todos os Wiccans escutam ou percebem as verdadeiras
palavras
ditas pelas deidades e, neste caso, podem estar susceptíveis a
sentir
a presença divina do amor da Deusa. Podemos salientar que é
muito
comum
que as deidades pagãs falem com o bruxo auto-iniciado,
especialmente
se você for sensitivo.
+++++++++++++++++++++++++++++++++
............................................................................
B
- Seção: A Cozinha da BruXa
............................................................................
1.
Salada de Legumes
por SHANNON *Vera R.*
2.
Fettuccine com pesto de tomates secos e
pimentão
vermelho
por SHANNON *Vera R.*
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Original Message -----
From:
"Shannon" < shannon@bruxa.com >
1. Salada de Legumes
Ingredientes:
250 g de azeitonas pretas com caroço, 500 g de coração
de
alcachofra em conserva, 200 g de queijo duro italiano cortado em
cubinhos,
3 tomates médios cortados em pedaços, 3 colheres de
sopa
de azeite de oliva, 1 1/2 colheres de chá de suco de limão,
2
colheres de chá de folhas de manjericão picadas, 1/2 colher
de chá
de
sal, 1/2 colher de chá de pimenta do reino, 1 pitada de assa-fétida
ou
de hortelã fresca.
Modo
de Fazer: Coloque todos os ingredientes numa travessa,
remova
e leve à geladeira por uma hora antes de servir.
................................................
2. Fettuccine com pesto de tomates e pimentão vermelho
Ingredientes:
3 pimentões vermelhos médios sem pele e sementes,
12
tomates, 1 ou dois dentes de alho, 6 colheres (sopa)
de
caldo de frango desengordurado, 3 colheres (sopa) de pinoli
(pinhõezinhos),
1 1/2 colher (sopa) de manjericão picado,
1
cebola, 2 ramos de hortelã fresca, cebolinha fina,
1
1/2 colher (sopa) de salsa picada, 1 1/2 colher (sopa) de suco
de
limão, 5 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado, 500 g
de
fettuccine.
Modo
de Fazer: Cozinhe o macarrão até ficar al dente.
Enquanto
isso, prepare o molho: coloque todos os ingredientes na
jarra
do liquidificador e triture, usando a tecla pulsar. Com uma
espátula,
limpe a lateral da jarra e continue a triturar até obter um
molho
espesso e homogêneo (se ficar muito denso, acrescente um
pouco
da água de cozimento do macarrão). Leve o molho ao fogo
lento
e cozinhe. Tire o macarrão do fogo, escorra, coloque num
prato
de servir, cubra com o molho e leve à mesa. Polvilhe com o
queijo
parmesão.
............................................................................
C
- Seção: Mitos, Contos e Lendas
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1. A Mulher de Flores
por Georgiana Calimeris Heinzelmann
............................................................................
-----
Original Message -----
From:
"Georgiana Calimeris Heinzelmann"
<
calimeris@bruxa.com >
A Mulher
de Flores
por
Georgiana Calimeris Heinzelmann
Quando as flores caem, na primavera, ela nasce.
As
flores moldam seu rosto delicadamente e seu corpo se faz das
folhas,
galhos e flores. Seus cabelos são feitos dos fios de grama e
trigo.
Ela traz beleza e pureza dentro de si para dar suporte e vida e
alimenta
a floresta e seus seres com sua energia e carinho. Quando
o
verão chega e a mulher se nutre do calor e das chuvas. Então,
o
outono
vem e juntamente com as árvores suas folhas e flores se desfazem
e
seu espírito volta à terra para esperar uma nova primavera.
No inverno,
ela
descansa para ter forças, para se recriar e trabalhar ao som mágico
das
plantas
que crescem. Assim, ela sente a vida fluir e refluir dentro dela e
sente
prazer em todos os momentos. Seu espírito dança quando sente
a
vida
pulsar e celebra junto com a lua. E, no seu processo de ir-se com as
folhas
outonais, ela celebra com gritos alegres e juvenis a volta para casa.
Eu a vi, outro dia, quando varriam as folhas do parque.
Todos os anos, ela faz seu trabalho e sua alegria transborda
nos
seus protegidos. Ela só é vulnerável e fraca na hora
mágica em que a
Deusa
lhe dá um sopro de vida. E foi nesse instante mágico que
seus olhos
pousaram
em um homem nu, dormindo entre as folhagens. Ela o olhou se
sentiu
curiosidade e a magia de sua criação ainda se fazia e ela
o tocou para
saber
se aquela estranha criatura tinha vida. Ele abriu os olhos e ela se
afastou
assustada. Ele estava ferido. Ao ver suas feridas, ela o tomou em seu
braços
e cuidou dele e mostrou a ele seu mundo com as cores vibrantes e
suaves
que emanavam dela. Ela repartiu a vida que dava vida com ele e com
seus
sempre amados filhos. A mulher vestiu o homem com as folhas e flores
que
caíam das árvores. Ela o alimentou e o agraciou com os sons
das plantas
que
cresciam. Eles dormiam soba s estrelas e ouviam os sons de alegria do
entardecer.
O homem aprendeu a ouvir a música da chuva...
E
a mulher aprendia com ele sobre as coisas da vida além das florestas
e jardins.
Então, veio o outono e as folhas e flores caíram do corpo
do
homem
e a mulher se desfazia e o corpo dela voltou para a terra.
Ele
deitou-se no chão enquanto o espírito dela voltava para o
lar. Ao se desfazer,
ela
conheceu o medo e a dor e chorou o orvalho primaveril e ele a acariciava
no
chão.
Suas formas ficaram ali e o homem voltou para seu mundo.
Aquele
inverno teve sabor de primavera. O homem encontrou uma flor suave e
única
em sua solidão, no meio da neve. O príncipe se ajoelhou e
a cheirou,
colocando
aquela flor perto de seu coração. Onde a encontraria? Mas,
ele teve
que
seguir para uma batalha e ela sentiu o toque das mãos do homem.
Seus
espírito estava espalhado por toda a terra, agora. A mulher ouviu
as
batalhas
e sentiu o sangue gotejando nas entranhas da terra e ela, aflita,
corria
para alcançá-lo e pedir para que parasse...
O homem sentiu o coração pesada e uma brisa primaveril
penetrou
sua alma. De alguma forma misteriosa, ela estava ao seu lado.
A
batalha acabou e ele venceu. Voltou para seu reino com herói e um
sentimento
de vazio cravado na alma. Naquele ano, a primavera chegou
triste...
Ela passeava pelos campos e conheceu a morte despropositada
dos
campos de batalha. Não teve forças para doar a vida como
sempre.
A
mulher conheceu a ira. Mas, seu coração, estava imbuído
de pureza e
surgiu
a primavera, nem tanto resplandecente, devido a dor no
coração
da mulher.
Ele olhava os campos além de seu reino e sentiu saudade
de
algo... Sentiu uma perda forte e viu sangue de prata se esvaindo.
Ele
não sabia mais ouvir as plantas crescerem. Esquecia-se da magia
que
ela
havia lhe presenteado... O verão chegou morno e sem vida. O outono
tinha
um ar sombrio e o inverno cheirava à morte. Os homens sentiram o
efeito
do inverno seguro. E, de novo, a primavera resplandeceu em ouro.
Assim
que ela viu seu lar limpo comemorou e sentiu prazer em ouvir as
árvores
crescerem e deixou cores radiantes por onde passou. Ela viu um
caminho
que não conhecia e ouviu as plantas e deu um pouco de sua vida.
Ela
não ouvia os animais. Por isso, ela não viu o cavalo negro
com o
cavaleiro
de prata. O cavalo se assustou e derrubou o cavaleiro. Ela ouviu
o
pulsar das veias. O animal se acalmou. O cavaleiro estava ferido e a
mulher
retirou o elmo. Ela sentiu um aperto na alma. Pegou a espada, que
pesou
em suas mãos e a largou quando viu um leve pulsar róseo no
coração
do
homem e correu. Outro homem se aproximou e viu um emarfanhado de
folhas
e flores correr.
Uma tempestade se formou e os homens estranharam o
mau
tempo. Seu coração entendeu que ela estivera perto dele.
Ele olhava a
tempestade
que se aproximava. Sua mãe se aproximou e o olhou
carinhosamente.
Sabia da melancolia do filho, mas, ele precisava se casar...
- Filho...
- Eu sei.
Suspirou. Como a veria de novo? Ela estava sentada e
chorava
orvalho. O que era aquilo? O orvalho saía de seu corpo. Nem mesmo
a
chuva ajudou... Por que estava assim? E a luz rósea? Ela não
reparou na
criatura
que se aproximou, uma espécie de fauno meio homem.
- O que você tem?
Ela nem reparou na presença de outro ser, que não estava
só,
mas, ela não sabia falar. Suspirou. Ele viu o orvalho.
- Então, é você que está causando esta confusão?
Que confusão?
- Você é esquisitinha... Bem, vou tentar ajudá-la.
Os outros
estão
malucos. Você deve ser muito amada...
Amada!? O que é isso? Ele viu o coração dela e
soltou
uma gargalhada.
- Você está amando! E quem é ele?
Algum
ser do ar? Fogo? Água?
Ele ouviu um barulho. Era o homem. Ela quis ir até ele.
- Um humano? Essa não. E você é a alma da
floresta
e dos campos... Ele está...
O fauno se assustou e se escondeu entre os arbustos.
- Ela já viu, não é? Pela Deusa... Vocês não
podem...
É
impossível. Além do que, você é mudinha...
O homem a encontrou. O fauno se foi.
- Por que você quis me matar?
Ela mostrou o rastro de morte.
- Justo. Olha, eu preciso me casar e eu gostaria de que você...
Ela entendeu porque lia o coração dele.
Ela
não podia. Não tinha carne.
- Eu posso ir para seu mundo e você não pode vir para o meu?
O desespero tomava conta dele. Ela tocou o coração dele e
retirou
uma flor e a entregou para ele. Ele passou a mão pelo rosto dela.
Ele
suspirou e ela não entendia.
- Você nem mesmo fala...
Ele se sentou em uma pedra.
Ela
encarou seus olhos sem enteder.
Então,
ele reparou na flor: a mesma flor solitária do inverno, azul pálido,
quase
branca... Seus corações estavam ligados. Ela a puxou para
si num
gesto
de desespero. Todas as criaturas mágicas observavam.
Mesmo
que ela não soubesse, aqueles seres a conheciam e a amava.
O
fauno observava apreensivo. Afinal, ele tinha espalhado as boas novas...
Ela
não reparou e nem poderia saber que vários pares de olhos
estavam
atentos, prestava atenção aos sons mágicos
das
batidas do coração dele. O que era aquilo?
Ela
olhou para ele e o tocou.
Ele
sentiu uma descarga energética, voou e caiu desmaiado.
A
mulher correu para ele.
Os
seres olhavam e pode se ouvir uns oohs e ahs na noite.
O
orvalho dela caía em seu rosto e uma gota caiu em sua boca.
Ele
acordou. Um suspiro de alívio percorreu aquele canto da floresta.
Ele
a tocou. Se ele, ao menos, pudesse levá-la com ele...
Ela
ainda ouvia o pulsar das veias dele. Ela quis tocar de novo.
Ele
segurou os frágeis dedos dela. E riu.
- Está bem. Acho que você não vai me matar...
Ela tocou e penetrou seu coração e uma gota de sangue veio
em
seus dedos e o sangue prateado dela se misturou com o sangue do homem.
Aquele
sangue a transformou. A mágica se fez e ela tinha carne.
Ouvia
todos os sons que não conhecia: a água que corria, os sons
das corujas,
o
vento que balançava as árvores. Ela sorriu e o tocou...
- Não adianta...
Ela ouviu o som triste da voz dele. Era uma voz suave e forte,
um
som que ela pensou que não existisse. A mulher o beijou com graça.
Ele
viu, surpreso, uma mulher, a mais bela de todas.
- Você...
Ela riu.
O
homem a levou para seu reino e se casaram na floresta,
onde
o coração dela estava. E, na noite enluarada, ela concebeu.
Era
verão e deu à luz a uma menina na primavera seguinte.
O
seu coração se entristeceu ao ohar tão poucas flores...
Ela
amava o homem e seu mundo, mas, seu coração pertencia às
florestas,
bosques
e jardins. O homem via com pesar os extensos olhares
que
ela lançava pela janela. Ele estava desolado e triste.
Sua
mãe apareceu.
- Deixe-a ir. Ela não pertence a este lugar. Eu também a
amo.
Ela
é diferente de nós. Não me encare assim...
É
a maior demonstração de amor que você pode dar: o direito
de ser livre.
Ela estava na janela, suspirando, com a criança no colo.
Ela a abraçou.
- Vai, você é livre.
- Na próxima primavera quando a criança estiver
mais independente.
Ele a abraçou com força.
- Eu nasci para isso... Meu coração vai estar sempre com
você.
O tempo passou rápido e mais uma primavera chegou.
Ela se despediu da filha e deu um beijo suave no homem.
- Obrigada por me ensinar sobre o amor e os sentimentos.
Deu uma flor azul pálida para ele. Virou-se. Entrou na floresta.
Foi
uma primavera como há muito não se via: perfumada, alegre
e colorida.
Toda
primavera, ela aparece para ver a filha e dar-lhe presentes espirituais
para
que ela não se esqueça de sua origem mágica.
E
em todo inverno, ele encontrava uma flor solitária azul pálida,
quase branca,
sinal
de esperança de que, um dia, estaria juntos novamente.
A
mulher o observava e ele sentia seu cheiro, o espírito presente...
Um
dia, no inverno, a menina perguntou sobe a mãe.
Ele
a colocou no colo e contou a estória sobre A Mulher de Flores.
Por
ora, o homem se encontra ao lado dela.
Eles
são um só,
em
Espírito.
++++++++++++++++++++++++++++++++++
............................................................................
D
- Seção: O Estudo do Tarot
............................................................................
1.
O Louco - Arcano Maior (Zero ou 22)
por Sheen
O Louco:
(arcano
0 ou 22)
É
o arcano sem número, simboliza que ele é livre e não
se
prende
a nada.
Ele
é olha para o infinito e carrega uma trouxinha,
como
quem não vê a importância nas dificuldades cotidianas,
simbolizando
que a vida vai além do que conhecemos, que
a
gente pode encontrar a felicidade em outro lugar, longe de
onde
a estamos procurando, ou talvez esteja ao nosso lado
e
não conseguimos enxergar.
Ele
também nos remete à insegurança, indiferença,
irresponsabilidade..
enfim.. é, um arcano que faz as coisas
sem
pensar e está "pouco se lixando" para as consequências.
Invertida
ela pode simbolizar que houve (ou haverá) um
motivo
pra que a pessoa não consiga continuar a seguir o
seu
caminho, tendo que mudar de percurso.
Em
relação às outras cartas, ele somente se associa no
plano
abstrato, nunca no material.
+++++++++++++++++++++++++++++++++
............................................................................
E -
Seção: Pedras/Rochas, Cristais e Amuletos Mágicos
...........................................................................
1.
Cuidado e Limpeza de Pedras e Cristais
por Aradia
Como
qualquer outra coisa, cristais e pedras gostam de ser
tratados
de maneira respeitosa e amorosa. Eles apreciam estar
com
um aspecto claro que lhes permita refletir sua luz e irradiar
sua
beleza.
Limpeza:
1.
Ponha água limpa num recipiente.
2.
Dissolva, até a saturação, sal escuro.
3.
Dissolva bicarbonato de sódio e vinagre natural. Mexer bem.
4.
Coloque o cristal de modo que a água o cubra totalmente.
Em
15 minutos ele já estará limpo.
5.
Dependendo do tipo de energia que se queira utilizar: deixar
no
sal pelo menos 2 dias (ou na Lua). Também, pode-se
carregá-lo
numa rede de cristais pré-programados
(Estrela
de David).
Ativar:
(Significa fazer a energia circular e ser disponível).
Colocá-lo
na terra, expô-lo à tempestades, ao Sol e Lua.
Programação:
Existem várias formas de programar.
Recomendação
(resumo):
1.
Saiba, com a maior clareza possível,
o
que você quer programar no cristal.
2.
Escolha um cristal que, por sua natureza, já possua
qualidades
que facilitem aquela programação.
3.
Limpe, carregue e ative o cristal.
4.
Escreva, num papel branco, uma frase que sintetize
a
programação.
5.
Se for possível, crie uma visualização que expresse
a
programação.
6.
Encerre-se num quarto silencioso, ou retire-se para um
lugar
quieto e memorize a frase escolhida.
7.
Sente-se confortavelmente, relaxe, busque o seu centro.
8.
Segure o cristal com a mão esquerda entre os dedos
polegar
e o indicador (este sobre a ponta).
9.
Encoste o cristal na área do sexto chakra.
10.
Visualize:
você
entra no cristal pela ponta e imagina-se numa câmara
de
paredes de cristais, sentando-se em frente a uma parede.
11.
Visualize:
dentro
do cristal você segura na mão direita um cristal igual
ao
que está programado. Com ele você escreverá, letra
por
letra, a frase da programação na parede.
12.
Releia-o, reforce com algo parecido com um raio de luz.
Releia.
13.
Visualiza a imagem do item 5.
14.
Agradeça e saia pela porta.
15.
Guarde o cristal e o papel onde está escrita a frase,
numa
bolsa de veludo negro.
16.
Sempre que possível, reforce a programação.
17.
Se for possível, carregue o cristal o mais perto do seu corpo.
18.
Importante: não programe frases no tempo negativo,
faça-o
sempre no gerúndio (... "está recebendo", por exemplo).
19.
Depois da programação, não permita que outras pessoas
toquem
ou vejam o cristal.
Para
transportar seus cristais com segurança, colocar em saquinhos
individuais,
de cetim, veludo ou couro, de preferência na cor preta.
Aradia
++++++++++++++++++++++++++++++++++
............................................................................
F-
Simbologia
............................................................................
1.
A Rosa
por Angelita V.C.S.
enviado para a Lista do MundoImaginario.
Olah
lista! Olah Isabel!
Bom,
como prometido estou escrevendo para postar alguma coisa
sobre
Rosas. Na verdade eh um resumo sobre alguns conhecimentos
que
venho acumulando sobre essa flor. Eu me interesso muito pela
origem
das coisas... Difícil isso hein? Dificil, porque onde esta a
origem
das coisas? Eu vejo muita gente defendendo idéias, verdades,
pensamentos
sem nem ao menos se perguntar de onde vieram
tais
coisas, simplesmente reproduzindo a reprodução da reprodução...
Por
essa razão, quando eu me ocupo de alguma coisa eu procuro
conhecer
a origem daquela coisa, faço isso com tudo o que me envolvo.
Por
exemplo: se me interesso por uma determinada comida vou atrás
de
sua origem, sua história, seu significado... um perfume, um tecido,
uma
música, uma cidade, uma área científica... enfim qualquer
coisa!
Bom,
e como eu faço isso? A gente sempre tem que começar de
algum
lugar. Eu começo pela história! Considero a História
uma fonte
maravilhosa
para conhecer as coisas. Além da história eu costumo me
debruçar
sobre o significado Mitológico daquela coisa, eh, me ocupo
de
como aquela determinada coisa aparece nas religiões, nas lendas,
nos
romances, nos contos de fadas, nos Mitos, nas tradições orais,
nas
obras de Arte... me ocupo em procurar a representação daquilo
que
me interessa em toda produção humana, oficial ou alternativa,
artística
ou científica, sagrada ou profana.
Eh
um método que adoto para estudar tudo o que me interessa,
e
o desenvolvi a partir do contato com uma pessoa muito especial
que
me iniciou quando eu ainda era adolescente, e que me ensinou
muito
sobre o significado simbólico das coisas, revelado através
da
história. No mais, minha escolha profissional me impulsiona a
tentar
desvendar o significado simbólico das coisas e da nossa
experiência
com essas mesmas coisas. Ao analisar imagens mitológicas
eu
me guio pelo fato de que essas imagens são expressões poéticas
de
sentimentos humanos e da experimentação do mundo por meio
dos
sentidos.
Em
função disso, eu não poderia deixar de falar da Rosa
sem levar
em
consideração seu significado simbólico na cultura
ocidental.
Primeiramente
eh fundamental ressaltar aqui o fato da Rosa estar
associada
ao orgão sexual feminino, isso se dá por diferentes razões,
todas
elas apontam para as características físicas da flor: O tom
encarnado
da Rosa vermelha, que eh a mais comum
-
eh interessante lembrarmos que o vermelho em nossa cultura eh,
historicamente
e simbolicamente, associado ao feminino em função
da
presença do sangue menstrual na mulher - a textura aveludada de
suas
pétalas, sua afinidade com as estações mais quentes
e terra úmida,
seu
perfume peculiar doce e marcante, e finalmente pelo seu formato
de
pétalas que se fecham formando um núcleo secreto, escuro,
úmido
de
néctar e perfumado, o que obviamente remete a uma analogia
com
o órgão sexual feminino.
Por
essa razão a Rosa sempre esteve associada a Deusas do amor
e
da fertilidade - o mesmo ocorre com a maçã por razões
diversas
-
e em especial a figura de Vênus/Afrodite. Vênus/Afrodite era
a Deusa
protetora
das Hetairas, essas mulheres formavam uma importante classe
social
na antiga Grécia, elas eram cultas, versadas em política,
filosofia e
artes,
além de serem treinadas para usufruirem da sedução
e do sexo
livremente,
eram mulheres escolhidas por sua beleza e talentos, que eram
cultivados
e lapidados constantemente.
Entre
os conhecimentos dominados pelas Hetairas, estava a elaboração
de
perfumes, cosméticos, óleos, poções amorosas
e afrodisíacos
-
nome derivado de Afrodite - que eram utilizados em suas atividades
como
"sacerdotisas" do amor. Esse tipo de sacerdócio feminino,
as
prostitutas sagradas ou equivalente, era muito comum na antiguidade,
e
as encontramos na Suméria, na India, no Egito e em muitos outros
lugares.
Essa forma de prostituiçao não se adequa ao sentido que hoje
damos
a palavra, em verdade elas eram educadas para serem "veículos"
mortais
da alegria e êxtase divinos da Deusa, e iniciavam os homens nos
mistérios
do domínio das Deusas do Amor. O papel da prostituta sagrada
era
portanto, servir de veículo para o poder da Deusa - Esse eh o
equivalente
arquétipico do Rei, que serve de veículo terrestre para o
poder
da
divindade solar - Deusa esta que pode tanto ser Bast ou Hator no Egito,
Inanna
na Suméria, Ishtar na Babilônia quanto Afrodite na Grécia
e
Vênus
em Roma.
A
prostituta sagrada também era vista como iniciadora de homens e
inspiraçao
para a virilidade masculina. Seria assim o papel da ânima ou
imagem
da alma, que liberta o homem fazendo com que ele descubra sua
própria
potência e sua capacidade de amar e ter prazer. Tornando-se a
personificaçao
do objeto divino de desejo e uma fonte de prazer, a
prostituta
sagrada servia como uma espécie de gerador de fôrça
vital e
criadora
dos homens. Aqui vale ressaltar dois aspectos: o primeiro eh
esse
aspecto gerador e criador, associado a figura feminina que de certa
forma
está na raiz do uso místico da Rosa como símbolo espiritual
da vida,
da
sabedoria e da criação. O segundo aspecto diz respeito a
figura
feminina
como ânima, que está na raiz das figuras das princesas dos
contos
de fadas, da Branca de Neve, a Princesa Léia de Guerra nas Estrelas.
As
Deusas do Amor são Deusas ligadas a vaidade, ao cuidado do próprio
corpo,
a exacerbação dos sentidos, em última instância,
psicologicamente
falando,
essas Deusas falam de auto-estima e amor próprio, falam de amar
a
si mesmo antes de servir de veículo para a alegria e o êxtase
divinos
do
outro. Eh por essa razão que as prostitutas sagradas se entregavam
aos
cuidados laboriosos do corpo, a manipulaçao de cosméticos
e
fragrâncias,
ao exercício da arte e do conhecimento, ou seja, elas
dedicavam
grande parte de suas vidas a se tornarem pessoas mais
belas
e mais sábias.
Não
eh a toa que as princesas dos contos de fadas são moças belas
e
prendadas,
dotadas de encanto anormal, afinal de contas elas são
personificaçao
de uma parte essencial do poder feminino da Deusa.
Em
"A Bela e a Fera" a Rosa eh elemento de destaque
-
como também o eh a maçã em "Branca de Neve" - em ambas
histórias
as heroínas "resgatam" seus amados da inércia e da
imobilidade
de um mundo ordenado e triste. Em "Branca de Neve",
o
Príncipe luta contra uma terra inóspita e devastada pelo
tempo,
mergulhada
no silêncio e na escuridão, e por amor se embrenha na
floresta
desconhecida lutando contra o Dragão para despertar
a
mais bela. Em "A Bela e a Fera", eh o Amor da mais bela que traz
de
volta o príncipe aprisionado no corpo monstruoso da Fera,
enclausurada
num castelo lúgubre e triste, que se enche de luz e
melodia
ao entrar em contato com a força transformadora da
Bela
no jardim de Rosas.
Essas
diferentes representações do poder da Deusa encontradas
em
contos de fadas, e na história, falam do significado simbólico
da
Rosa
para nós ocidentais. Vimos que a Rosa está indelevelmente
associada
a sexualidade feminina, e que esta possui um significado
místico
de canal para contato entre os homens e a divindade feminina.
Da
mesma forma, essa possibilidade de entrar em contato com o
aspecto
feminino da divindade eh presidido pelo amor a si mesmo
que
se expressa nos cuidados com o próprio corpo, o intelecto e
a
alma, fontes de atração e concretizaçao do desejo
tão bem
expressos
pelas prostitutas sagradas.
Assim,
a Rosa foi atravessando os séculos ocupando no nosso
imaginário
o lugar de símbolo da feminilidade e da paixão, do amor e
do
desejo latente ou explicitado nas meretrizes, e na associaçao da
cor
vermelha
com o sexo e a prostituição. Até bem pouco tempo atrás,
uns
50 anos + ou -, não era de bom tom uma senhora casada usar a
cor
vermelha... arranjos da cultura cristã que separou as mulheres
em:
"honestas" e "não honestas" em funçao de sua (não)
vida sexual.
De
qualquer forma, extra-oficialmente lá esteve a Rosa por todos
esses
anos habitando nosso imaginário como símbolo máximo
do
poder
feminino sexual e divino... pergunte a qualquer velha senhora
do
campo sobre o significado da Rosa, e ela lhe dirá sem pestanejar:
"Se
for vermelha Amor, se for branca Pudor - branco eh a cor da
Virgem
Mãe Cristã!!"; "Se você eh solteira e tirar num ramo
de
flores
variadas uma Rosa vermelha, seu marido sera Inflamado,
ardente
e apaixonado!"... e por ai vai!!!
Ainda
segundo certa versão da Mitologia Grega, quando a luz
desfez
o caos e os deuses passaram a governar o mundo, as
divindades
concederam à Terra suas graças, brotadas sob formas
vegetais,
recobrindo de florestas e jardins os vales e as montanhas,
e
depositando no fundo do mar variada flora. Cada Deus e cada Deusa
escolheu
para sua proteção, de acordo com sua preferência, Árvores,
Flores,
Ervas e Frutos. Afrodite escolheu para si as flores e os frutos
mais
perfumados e de cores mais vivas, concedeu-lhes perfumes
extasiantes
e sabores adocicados. As plantas de Afrodite produzem
secreção
agradável ao paladar, são ricas em óleos vegetais
e aromas
intensos,
porque eh do agrado da Deusa os prazeres da mesa e o
preparo
de cosméticos para o embelezamento do corpo. Durante
séculos
os povos do Mediterrâneo renderam honras a Deusa do
Amor
usando suas dádivas vegetais na culinária, na magia e
na
cosmética. Essa prática ritualística de associar a
propriedade
dos
vegetais, os atributos dos Deuses, desapareceu nos primeiros
séculos
da Idade média, mas foram os monges medievais que
ressucitaram
a Arte do uso das flores, por exemplo, na culinária.
Posteriormente
as mulheres enclausuradas nos coventos
aprimoraram
as receitas de doces, geleias, cremes, petalas
confeitadas
e licores perfumados pela graça das flores, ervas e frutos
das
deidades pagas. Ao mesmo tempo, a Europa medieval sofria
a
influência dos invasores árabes na península ibérica,
o que ajudou
a
difundir a utilizaçao da Rosa na culinária e na cosmética.
Os Árabes
são
hábeis na utilização da Rosa, seja como óleo
essencial ou
aromatizador
de doces. Essa Arte era, entre os Árabes, uma
especialidade
feminina, e assim como a dança do ventre, elaborada
para
seduzir e encantar os sentidos masculinos, celebrando a
beleza
do corpo feminino.
Hildegard
von Bigen, a freira, música e filósofa alemã do século
XII
foi
também uma grande herbalista, sua obra inclui inúmeras receitas
de
uso "mágico" e médico das plantas. Para Hildegard a Rosa
possui
a
capacidade de equilibrar a energia dispersada e conturbada pela raiva,
a
irritaçao e os sentimentos belicosos. Entre suas receitas se encontra
a
de
um pó feito de pétalas de rosas que deveria ser utilizado
para acalmar
e
tranquilizar pessoas coléricas. Eh interessante lembrarmos que Afrodite,
a
regente da Rosa, foi a única mulher a acalmar a cólera de
Áres - o Deus
da
guerra. Coincidencia ou não, a fórmula de Hildegard eh imbuída
de
significados
mágicos pagãos. Além disso, vale ressaltar o caráter
"iluminador"
da Rosa que vimos anteriormente representado pela ânima,
capaz
de levar os homens a ter contato com o poder feminino da Deusa.
Esse
breve histórico sobre as relações simbólicas
e históricas da Rosa
com
a sexualidade e as divindades femininas pode nos ajudar a entender
melhor
o significado da Rosa em nosso imaginário. De certa forma eh
esse
significado arquétipico que possibilita que a Rosa possa servir
de
veículo
para o desejo e o sentimento amoroso, seja por meio de poções,
doces
ou outras formas de manipulação de sua energia, real ou simbólica.
Sendo
assim, a Rosa eh um ingrediente fundamental quando queremos
manipular
a energia do amor e do sexo, a partir do trabalho com nossa
auto-estima,
que pode ser feito, por meio da invocação do poder
feminino
das Deusas do Amor.
Eh
isso! Saudaçoes,
Angelita.
++++++++++++++++++++++++++++++++++
............................................................................
G
- Plantas Mágicas
............................................................................
1.
O poder do agrião.
por Pedro Luís Roseto
Proveniente
da Europa, o agrião cresce em córregos ou qualquer lugar
úmido. Tem propriedades medicinais indicadas para o tratamento de
problemas respiratórios e anemias. Se ingerido cru, tem efeito tônico
nos brônquios e nos pulmões, sendo útil também
contra as infecções da boca e da garganta. Seu sumo combate
doenças como tuberculose, escorbuto, pneumonia, raquitismo e bronquites,
icterícia, desobstrui o fígado, ajuda a baixar as febres
persistentes e a cicatrizar feridas, quando utilizado em cataplasmas. Uma
de suas variedades brasileiras, o "agrião do Pará", é
diurético e tem efeitos afrodisíacos e odontológicos.
É uma ótima sugestão
para
as suas saladas.
............................................................................
H
- Os Links do Fogo Mágico
............................................................................
Fonte:
http://www.terra.com.br/portodoceu/
1. O Sol: Luz e Consciência
por Haroldo José Barros *
"Só
descobri o potencial de minha luz interna quando passei a iluminar
os
meus irmãos." - Roque Schneider -
*Texto
enviado por Rodrigo Ramos Catole.
O conceito
astrológico de "planeta" está diretamente relacionado com
a
alma humana, sendo representativo do universo emocional do
Homem.
Assim, cada um dos planetas corresponde, em Astrologia,
a
um plano (a palavra planeta, ao pé da letra, significa
"pequeno
plano") da alma, sede das nossas emoções. Importante
ressaltar,
ainda, a origem da palavra alma, do latim anima, indicando
movimento.
Daí o fato de a alma ser relacionada aos planetas: são
eles
os elementos do céu que apresentam constante movimento, em
contraponto
às constelações que, praticamente, são imutáveis.
Nesse
sentido astrológico, os luminares - o Sol e a Lua
-
são também planos da alma e, conseqüentemente, planetas.
O Sol,
astro-rei de nosso sistema estelar, luzeiro central ao redor do
qual
gravitam os demais planetas, representa a parcela da alma mais
brilhante
e exuberante, iluminada e centralizadora. Podemos
analisá-lo
sob os aspectos simbólico, arquetípico e mítico.
Simbolicamente,
o Sol representa o princípio vital, a fonte e origem
de
toda a vida. Não é à toa que muitas das antigas civilizações
viam
nele
a representação máxima da divindade e o disco solar
era muitas
vezes
chamado de "o olho do Deus".
Do
ponto de vista arquetípico, podemos considerá-lo representativo
da
figura masculina, yang, paterna. O líder luminoso e
arregimentador.
O lado ativo da alma, segundo os antigos magos
alquimistas,
em oposição à Lua, que representaria o princípio
feminino,
passivo.
Mitologicamente,
o Sol é associado ao deus Apolo que, na mitografia
greco-latina
era a divindade encarregada de espalhar a Luz pelo
Universo,
ofício que recebeu das mãos de seu pai Zeus. Apolo era o
deus
da purificação (katharsios) e da cura (akesios), tinha a
face
radiante
e atitude e andar sedutores. Era o revelador, através dos
oráculos,
da vontade dos deuses.
Astrologicamente,
o Sol representa o brilho da nossa iluminação e
mais
até do que isso, a presença luminosa da Suprema Consciência
dentro
de nossa própria consciência; mas também a nossa
capacidade
de cura e de alegria, o ponto nobre de onde se
extrai
a luz. O caminho do Sol através dos doze signos do Zodíaco
representa
o ciclo completo de iluminação dessa consciência, cada
signo
sendo um estágio de uma grande viagem, fertilíssima em
conteúdos
simbólicos. Nas casas, o Sol indica o setor da vida onde
devemos
centralizar e brilhar, iluminar e curar, a prática que nos
torna
radiantes. Nos signos, sinaliza o Meio através do qual
podemos
compreender a Luz e, mais importante do que isso,
compreender
a maneira pela qual podemos nos iluminar e iluminar
aos
nossos irmãos, espalhando essa Luz pelo Universo e
resgatando,
com alegria, os nossos mais valiosos Tesouros.
* Haroldo
José Barros é astrólogo profissional em
Pernambuco
e diretor da Academia Pallas Athenas de
Ciências
Cosmológicas.
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é
uma publicação gratuita sobre Wicca, Fairy Wicca,
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BruXaria e demais religiões que explicam
o que é MAGIA.
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